sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Min. Paulo Medina X CNJ

PRIMEIRA CARTA À MAGISTRATURA BRASILEIRA
MINISTRO PAULO MEDINA
Tenho 43 anos de magistratura. Todos os degraus em minha carreira, eu os percorri, fazendo com humildade e dignidade.
Juiz de Direito em Minas Gerais, Juiz do Tribunal de Alçada, Desembargador, Corregedor-Geral de Justiça e Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Presidente de uma das suas Turmas Criminais, Professor de Direito Penal e Direito Processual Penal.
Não sou Juiz de sentenças vendidas ou de propinas pagas. Sou magistrado e nas pegadas do caminho estão as marcas definitivas de minha retidão e caráter, honra e trabalho.
Estou acusado do crime mais grave imputado ao Juiz: corrupção passiva. Também, prevaricação.
Nunca pratiquei em toda minha vida ato de corrupção.
Abomino os que se corrompem, os subservientes e os pusilânimes.
Sou Juiz de um só tempo: o tempo de minha vida.
Hoje, fui julgado pelo Conselho Nacional de Justiça. Impuseram-me a pena de aposentadoria compulsória.
Cumpre-me reagir, tomado de indignação à decisão do Colegiado.
Ao fazê-lo, ressalto que não estarei a descumprir decisão do órgão maior; não estarei a buscar nos órgãos de comunicação os debates que poderiam nascer da afrontosa deliberação do Conselho Nacional de Justiça.
Ali, meu advogado, Dr Antonio Carlos de Almeida Castro, o Dr Kakai, tomará as iniciativas que se fizerem necessárias ao resguardo do meu direito.
Contudo, não posso permanecer em silêncio, emudecer a minha voz, fechar os olhos às injustiças, escamotear-me da violência, da má-fé e da falta de comprometimento de tantos que têm o dever de julgar após o exame da prova e a interpretação do Direito pelos Tribunais.
O meu julgamento foi uma farsa de cumprimento da lei.
Acusado por dois fatos perfeitamente identificados e extremamente resumidos, o Colegiado afirmou que não estava apontando prova de minha corrupção, isto é, não estava apontando quem me pagou, quanto pagou e onde pagou para obter uma decisão liminar favorável aos interesses de um grupo criminoso.
De qualquer modo, o Conselho, acolhendo interpretação do Corregedor, Ministro Dipp, decretou-me a aposentadoria compulsória fazendo-o porque não mais possuía “reputação ilibada”.
Antes – desmoralizaram-me, e, ao depois estão a arguir, apesar da inexistência de prova, que não poderia retornar ao exercício do cargo de juiz.
Rompeu o Conselho princípios elementares e impostergáveis inseridos no texto da Carta Maior: a presunção do estado de inocência; sustentou e votou para que se impusessem penas alicerçadas em frágeis provas que não autorizavam o direito de punir.
Ao contrário do que disse o relator Gilson Dipp, também na seara administrativa não há de se arguir tipos abertos para condenar sem responsabilidade.
O Estado, a Administração Pública e as autoridades do Poder Judiciário, especialmente o Corregedor Nacional de Justiça, não podem decretar penalidade sem a certeza plena de que o acusado praticou condutas que definem infrações disciplinares ou ilícitos penais.
Para o Conselho não bastava negar a acusação, porém deveria o Juiz apresentar provas de sua
inocência.
Ora, o inocente não busca provas negativas.
O Estado Democrático de Direito exige da acusação o ônus da prova.
Mas, os fatos são idênticos na esfera penal e no campo administrativo. Absolutamente idênticos. Estão a comportar julgamentos iguais.
O Corregedor Nacional de Justiça, ao pretender ampliar a visão dos fatos, fê-lo afrontando as normas do devido processo legal e ampla defesa. Condenou sem prévia e específica acusação.
Ele faltou à verdade.
Não basta prova indireta; não basta suspeita ou ilação; não basta indício, e nenhum indício foi apresentado e submetido ao Conselho.
Ao exame da apuração que está no Inquérito e no PAD, ao prolatar o seu voto no SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL afirmou a Ministra Carmem Lúcia:
- não existem indícios contra Paulo Medina.
Em verdade, nenhum indício lhe foi apontado e ao declarar igual pensamento, expressou-se o Ministro Marco Aurélio:
-“Não existe qualquer indício contra Paulo Medina.
Não existe elemento probatório mínimo contra Paulo Medina.
Não há diálogo ou gravação.
E se houvesse o Procurador Geral da República já teria escancarado nos autos e fora dos autos”.
Por sua vez, o Ministro Peluso na qualidade de Relator explicou que recebia a acusação contra Paulo Medina, porque era uma decisão provisória, onde na incerteza da dúvida mandava apurar.
E na espécie, aqui, exige-se a certeza plena para condenar.
Não apresentou prova o Procurador Geral da República porque não havia como fazer.
Assim, não há prova contra Paulo Medina. Testemunhas, perícias, gravações, grampeamentos, escutas de madrugada, nada, absolutamente nada a envolver Paulo Medina.
Então, como condenar o Ministro?
Volto a indagar.
Onde e qualquer da provas se refere a Paulo Medina?
Onde seu nome foi apontado por qualquer um dos outros denunciados ou terceiros, dizendo que teria ele envolvimento com a máfia dos caças níqueis?
Onde está a prova para demonstrar que seu irmão Virgilio era estafeta de propinas pagas ou sentenças vendidas?
Estou a responder: nada existe para me acusar autor ou participe dos fatos delituosos.
Mas o Conselho não firmará seu prestígio nas cumeadas da nação se for apenas o látego que fere, a força que amedronta, a intimidação que promove no concerto dos juízes brasileiros.
O Conselho não poderá jamais ser o eco que retumba; será a gritaria que se afasta da verdade e efetiva ação da Justiça.
O Conselho, sem dúvida, deve se empenhar para depurar o Judiciário na medida em que seus julgamentos possam refletir a verdade que existe para saciar o anseio de justiça que está em nós.
Mas, magistrados, quando o Conselho decide, alicerçado em presunções, fortalecido na suspeita, instrumentalizado pelas ilações, não há de merecer a solidariedade e o respeito dos juízes brasileiros.
A sessão de julgamento público foi precedida de reunião secreta e dela participam somente os Conselheiros.
Na oportunidade, e às escondidas resolveu o grupo que deveria condenar o Ministro Paulo Medina tornando exemplo para a Magistratura, especialmente, a votação unanime dos seus Membros, dando-lhe o caráter pedagógico a par de fixar diretrizes aos Juízes brasileiros Tudo combinado. Então o Presidente da sessão – que não podia votar – disse que era o ambiente em que se deu os fatos – que conduziria a votação.
Anunciou ainda que os quatros votos restantes seriam pela condenação.
E mais: que apressassem o julgamento pois no local ocorreria uma solenidade do Ministério da Saúde.
E mais não permitiu que o defensor do Ministro Medina voltasse a falar sobre fatos que argumentados pela acusação não faziam parte do Concerto Probatório.
Assim era o salão (ou a inquisição) que preparava e julgava Paulo Medina. Líder da Magistratura Brasileira onde destacava seu trabalho pela transparência e respeitabilidade do Judiciário. Líder da Magistratura Mineira, gozando da estima e da solidariedade dos coestaduanos. Brasileiro líder da Magistratura da América Latina, Presidente da FLAN.
E daí decidiu o Conselho (não tendo prova de corrupção) condená-lo, por não manter conduta irrepreensível na vida pública e particular; estimados Juízes de meu País, enquanto o Conselho existir para humilhar e punir, deixando de avaliar toda a historia do Magistrado, advirto, nenhum Juiz estará seguro para o exercício e a defesa das prerrogativas de sua profissão.
Eu não fui condenado por corrupção! Eu não sou corrupto!
As minhas decisões na foram conflitantes com as anteriores (decidiam matéria diversa), uma delas discutindo direito penal, outra restringindo-se a matéria processual. Não eram lacônicas, eis que foram discutidas na prova, dispostas no conflito doutrinário e jurisprudencial, firmadas no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça.
A decisão não era teratológica: apontou as três correntes doutrinárias que existem para sanar a controvérsia e numa delas fixa-se esse magistrado sobre o ensinamento de Teori Zavascki, Luiz Fux e Humberto Gomes de Barros.
Eu combato a corrupção e a impunidade. É necessário combater o crime para conter a impunidade! Porém, esses atos não podem sepultar a coragem e a independência dos membros do Poder Judiciário
Os juízes se intimidam e os Tribunais postam em silêncio, as associações de classe dos magistrados estão emudecidas e o abusivo poder de grupo, forjados para o esmagamento das pretensões legítimas, deverá ser contido, erguendo-se o bastão da justiça, opondo-se às invectivas que bafejam os muitos desavisados, e buscam a pulverização da lei e da Constituição.
O episódio em que fui envolvido não deixará marca desmoralizadora no Judiciário. Nenhum ato pratiquei para manchar o Judiciário.
O Conselho exercitou o meu julgamento pela abusividade de seu Poder.
Tão-só estou a salientar que as decisões manifestamente injustas devem ser combatidas pela magistratura e, por dever, combatidas por quem apanha no dorso o que lhe fere a alma, mas ergue-se em defesa do homem e de sua família.
Nunca nos permitiremos desertar das prerrogativas da magistratura.
Informes falsos devem ser afastados, e os órgãos de comunicação no cumprimento de informar com responsabilidade, por certo, saberão dizer ao povo que a força dos Tribunais não está na parafernália dos seus Templos e nem na Toga dos seus Juízes, mas na seriedade, dignidade e honra (supremo bem da vida) dos Homens que, na fidelidade as suas consciências engrandecem de nobreza as salas de julgamentos e fazem crescer e perpetuar as Instituições.
Compreende-se que se deve exigir mais do juiz. Contudo, não pode ser aceito que dele se exija além do cumprimento da lei. Isto lhe deve as instituições e a sociedade.
O povo pode acreditar no seu Juiz: no sopé da montanha ou na curul do Supremo Tribunal Federal.
Volto ao meu lar.
Afasto-me do exercício da magistratura. Acredita-me que jamais desertarei de um compromisso pessoal: Servir a magistratura e ao Poder Judiciário, devotando-lhes a minha FÉ,
o meu IDEAL e a MINHA VIDA.
Fraternalmente,
Paulo Medina

Texto Curioso!? - Já que é sexta-feira...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

NÃO SEI O QUE DIZER... MAS NÃO PODIA DEIXAR DE REPASSAR

Item IV:
Foram reeleitos como membros do Conselho de Administração da Companhia , na forma do voto da União, com mandato de 1 (um) ano, permitida a reeleição, a Senhora Dilma Vana Rousseff, brasileira, natural da cidade de Belo Horizonte (MG), divorciada, economista, com domicílio na Casa Civil da Presidência da República - Praça dos Três Poderes - Palácio do Planalto - 4º andar - salas 57 e 58, Brasília (DF), CEP: 70150-900, portadora da carteira de identidade nº 9017158222, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio Grande do Sul - SSP/RS, e do CIC/CPF nº 133267246-91 e os Senhores Guido Mantega, brasileiro, natural de Gênova, Itália, casado, economista, com domicílio no Ministério da Fazenda - Esplanada dos Ministérios - Bloco P - 5º andar - Brasília (DF), CEP: 70048-900, portador da carteira de identidade nº 4135647-0, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 676840768-68; Silas Rondeau Cavalcante Silva, brasileiro, natural da cidade de Barra da Corda (MA), casado , engenheiro, com domicílio na S..A.U.S. - quadra 3 ? lote 2 - Bloco C ? Ed. Business Point - salas 308/309, Brasília (DF), CEP: 70070-934, portador da carteira de identidade nº 2040478, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de Pernambuco - SSP/PE, e do CIC/CPF nº 044.004.963- 68; José Sergio Gabrielli de Azevedo, brasileiro, natural da cidade de Salvador (BA), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chile, 65, 23º andar - Rio de Janeiro (RJ), CEP: 20031-912, portador da carteira de identidade nº 00693342-42, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia - SSP/BA, e do CIC/CPF nº 042750395-72; Francisco Roberto de Albuquerque, brasileiro, natural da cidade de São Paulo , casado, General de Exército Reformado, com domicílio na Alameda Carolina nº 594, Itu (SP), CEP: 13306-410, portador da carteira de identidade nº 022954940-7, expedida pelo Ministério do Exército e do CIC/CPF nº 351786808-63; eLuciano Galvão Coutinho, brasileiro, natural da cidade de Recife (PE), divorciado, economista, com domicílio na Av. República do Chil e nº 100, 19º andar, Rio de Janeiro (RJ), CEP 20031-917, portador da carteira de identidade nº 8925795, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo - SSP/SP, e do CIC/CPF nº 636831808-20.

Item VII: Pelo voto da maioria dos acionistas presentes, em conformidade com o voto da representante da União, foi aprovada a fixação da remuneração global a ser paga aos administradores da Petrobras em
 R$ 8.266.600,00  (oito milhões, duzentos e sessenta e seis mil e seiscentos reais), no período compreendido entre abril de 2009 e março de 2010, aí incluídos: honorários mensais, gratificação de férias, gratificação natalina (13º salário), participação nos lucros e resultados; passagens aéreas, previdência privada complementar, e auxílio moradia, nos termos do Decreto nº 3.255, de 19.11.1999, mantendo-se os honorários no mesmo valor nominal praticado no mês precedente à AGO de 2009, vedado expressamente o repasse aos respectivos honorários de quaisquer benefícios que, eventualmente, vierem a ser concedidos aos empregados da empresa, por ocasião da formalização do Acordo Coletivo de Trabalho? ACT na sua respectiva data-base de 2009;

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Pegou mal...

"É esta a pior espécie dos maus juízes. Acastelados na sua honestidade, que nem sempre é inexpugnável, põem a justiça ao serviço de suas paixões e venetas; e quando vem o clamor, não falta quem os defenda como íntegros, lançando à conta de erro, o que, aliás, foi astúcia." José de Alencar

NA: Frase que abre a matéria do informativo migalhas (10.8.10), sobre a atitude do Min. Joaquim Barbosa ao utilizar o Site do STF para repudiar fotos de paparazzi que o importunavam na sua "privacidade" (Bar em Brasília).

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pra que é adepto a Teoria Garantista...

Absolvição de morador de rua que está em tratamento contra o uso de drogas 

(03.08.10)
O juiz João Marcos Buch, da 2ª Vara Criminal da comarca de Joinville (SC), absolveu o morador de rua E. Z., acusado de ter invadido, em junho de 2009, juntamente com um adolescente, a Biblioteca Municipal de Joinville e ter furtado um computador, livros e outros pertences.

Durante o interrogatório judicial, o réu negou os fatos e informou estar "numa noite confusa de consumo de drogas". Outras duas testemunhas ouvidas em Juízo também negaram ter presenciado o furto supostamente praticado por E.Z. 

O juiz ressaltou que não cabe ao réu comprovar a sua versão, mas sim cabe à acusação apontar e provar efetivamente quem foi o autor do delito, o que acabou não acontecendo.  

Por fim, o magistrado levou em consideração, ainda, o esforço de E. Z. em tentar livrar-se do vício das drogas, em especial o crack. O réu já está há dois meses e dez dias sem usar entorpecentes e segue em tratamento em um instituto de reabilitação chamado “Laços de Solidariedade”. 

Para o juiz, não é possível, portanto, ignorar que a ajuda e retirada do réu do meio marginal que viveu foi exclusivamente pelo viés da saúde, mental e física. Neste aspecto, o lançamento estigmatizante de uma sentença condenatória sobre sua cabeça afastaria todas as tentativas de socorro que vieram ao seu encontro e ceifaria sua esperança de quem sabe algum dia conseguir voltar a ter uma vida regular, honrada e limpa”.

O juiz acrescentou na sentença que "já é hora de o Estado perceber que não se combate a violência urbana com o chicote da pena". 

A seguir discorre que "antes de comparecer para penalizar e mandar para o cárcere o Estado, que se pretende Democrático de Direito, precisa aprender, e este é seu constitucional fundamento, a garantir a dignidade da pessoa humana (art.1ª, III, da CF), com todo o peso histórico e evolutivo que isto significa (...) proporcionando aos seus o bem-estar, saúde, educação, lazer, moradia e demais direitos individuais e sociais previstos na Constituição, cláusulas pétreas, de eternidade". (Proc. nº 038090239706 - com informações da AMC) - Fonte: Espaço Vital

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Em ano eleitoral...

Brasileiro poderá comprar livremente no exterior um celular, uma câmera e um relógio 


A partir desta segunda-feira, o viajante que comprar um telefone celular, um relógio de pulso ou uma máquina fotográfica no exterior não precisará mais declará-lo à Receita Federal ao retornar ao país. Esses objetos farão parte da cota de bens de uso pessoal, isentos de imposto.

A nova norma a ser publicada no Diário Oficial da União de hoje (02) também isenta de tributação roupas e acessórios, adornos pessoais, produtos de higiene e beleza, baterias e acessórios em quantidades compatíveis, carrinhos de bebê e equipamentos de deslocamento como cadeiras de rodas, muletas e andadores.

Mas, atenção: computadores convencionais, notebooks e filmadoras estão fora da lista de bens de uso pessoal. Devem ser declarados e entram na cota já existente, limitada a US$ 500 para quem usou transporte aéreo ou marítimo e a US$ 300 para quem utilizou transporte via terrestre, fluvial ou lacustre.

As novas regras também colocarão limites que antes dependiam da avaliação do fiscal da alfândega para serem fixados.  O viajante poderá adquirir no exterior e trazer consigo, no máximo, 12 litros de bebidas alcoólicas, dez maços de cigarros com 20 unidades cada um, 25 unidades de charutos ou cigarrilhas e 250 gramas de fumo.

E antes de embarcar para o exterior, o viajante brasileiro não precisará mais fazer a Declaração de Saída Temporária de produtos estrangeiros que está levando consigo. 

A partir de hoje, a Receita Federal colocará em seu saite um "perguntão da bagagem", parecido com o"perguntão do Imposto de Renda", definindo o que é considerado bem de uso pessoal e a quantidade permitida.

Pequenos presentes e suvenires que custem menos de US$ 10 poderão ser trazidos em no máximo 20 unidades, desde que não haja mais de dez idênticas. 

Fonte: Espaço Vital

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Pensão até 25 anos.

Estudante tem direito a receber pensão até 25 anos


A Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (de Direito Público) ratificou sentença de Primeiro Grau que julgou procedente pedido feito pelo filho de uma servidora pública do Estado para receber pensão mensal após a morte da mãe. O benefício será pago até que o autor da ação complete 25 anos de idade, desde que ele continue a comprovar a sua qualidade de estudante. A votação foi unânime entre o desembargador Márcio Vidal (relator), desembargadora Clarice Claudino da Silva (vogal) e a juíza convocada Vandymara Ramos Galvão Paiva Zanolo (revisora).

A decisão original foi tomada nos autos de uma ação declaratória combinada com cobrança de benefício de pensão por morte, pleiteada pelo beneficiário, que é estudante de curso superior. O governo do Estado também terá que quitar as parcelas vencidas, com acréscimo de juros e correções.

O relator do processo se baseou na Lei nº. 4.491/1982, legislação vigente à época da ocorrência do óbito da servidora. De acordo com o Artigo 7º da lei, consideram-se dependentes do segurado a esposa, o marido inválido, a companheira mantida há mais de cinco anos, os filhos de qualquer condição, menores de 18 anos ou inválidos, e os filhos, até 25 anos, que comprovem documentalmente estarem cursando em estabelecimento de ensino público ou particular.

Na análise dos autos, o desembargador concluiu que o autor da ação faz jus ao direito de continuar percebendo a pensão temporária, até completar 25 anos de idade, uma vez que comprovou a condição exigida pelo ordenamento jurídico para o recebimento do benefício, qual seja, ser estudante universitário e contar com menos de 25 anos de idade. “Dessa forma, comungo com a decisão do juiz singular que acolheu o restabelecimento do benefício da pensão por morte, bem como o pagamento dos valores retroativos referentes aos meses em que a reclamante teve seu benefício cancelado”, finalizou o magistrado.
NA: O ensino fundamental passou de 8 para 9 anos - logo, por óbvio, as pensões devem passar de 24 para 25 anos.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Vai chegar com preço competitivo...

JF/SP reconhece imunidade tributária em importação do leitor de jornais, revistas e periódicos Kindle.

José Henrique Prescendo, juiz da 22ª vara Federal de São Paulo, reconheceu a imunidade tributária do leitor digital denominado "Kindle".

A isenção de impostos para os livros, jornais e periódicos já está assegurada pelo art. 150 da CF/88 (clique aqui). Para o magistrado "nota-se, por uma singela interpretação literal do texto constitucional, que os livros, jornais e periódicos são imunes de tributos (entenda-se impostos), independentemente do respectivo suporte de exteriorização. Seja em papel, seja em plástico, seja em pele de carneiro, etc".

Acrescenta ainda "nesse sentido observo que o papel como suporte de comunicação tem seus dias contados, registrando-se que a própria justiça, que sempre é a última a aderir às novas tecnologias, já está promovendo a gradativa substituição dos autos físicos (em papel) por autos virtuais (eletrônicos)".
Fonte: Migalhas.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mediocridade dos homens...

"O boato é um ente invisível e impalpável, que fala como um homem, está em toda a parte e em nenhuma, que ninguém vê donde surge, nem onde se esconde, que traz consigo a célebre lanterna dos contos arábicos, a favor da qual se avantaja em poder e prestígio, a tudo o que é prestigioso e poderoso."


Machado de Assis

terça-feira, 20 de julho de 2010

Um "quase" promotor...

Prova oral de um concurso para ingresso no Ministério Público, composta a banca examinadora, a arguição é presidida por um eminente procurador de Justiça - que rotineiramente, na faculdade, não economizava esforços para dividir seus notórios conhecimentos jurídicos.


Justamente um ex-aluno do presidente dos trabalhos - que era o candidato que havia recebido a nota mais elevada na prova escrita - passa a ser argüido. Já de início, ele demonstra seu nervosismo ao responder a um questionamento sobre as prerrogativas do promotor.

Percebendo a dificuldade de seu ex-aluno, o presidente da banca lhe diz::

- O senhor fique à vontade, pois aqui está entre conhecidos e não temos pressa. Ademais, o professor e o examinador são o mesmo Noé que o senhor conhece da faculdade.

Mas o candidato não se tranquiliza nem mesmo com as receptivas palavras do seu ex-professor. Pergunta após pergunta, suas respostas se alternam entre erros, dúvidas e atrapalhações, de forma que os acertos pouco repercutem.

A ansiedade do candidato é tão grande que sensibiliza os demais concorrentes e público presentes à sessão. Todos parecem não acreditar no que está acontecendo.

- Até mesmo os mais preparados podem ir mal na prova oral, nessas horas vários fatores entram em jogo – ouve-se uma outra candidata cochichar com a amiga sentada ao lado.

Acontece então que, recebendo a informação de que dispunha de um minuto para concluir a resposta à última pergunta, o candidato, notando que a sua situação ficara muito difícil, resolve encerrar as suas razões de forma muito peculiar, fazendo um perspicaz requerimento:

- Aos examinadores, peço minhas sinceras desculpas pelo meu nervosismo e inexperiência. Ao professor Noé, registro o meu agradecimento pelo seu carinho nesse momento tão difícil, na esperança de que, tal como ocorreu com o personagem bíblico cujo nome nosso mestre tão dignamente honra, embarque mais um animal na arca desta disputa!

Desnecessário dizer que o "animal" foi reprovado.
Fonte: Espaço Vital

Para conscientizar/educar

"O Brasil ficou entre os 8 melhores do mundo no futebol e ficou triste. Mas é o 85º em educação e não há tristeza."(Senador Cristovam Buarque).

terça-feira, 13 de julho de 2010

STJ muda entendimento quanto aplicação da Multa do 475-J...

Em recente precedente (REsp 940.274), ao discutir a polêmica aplicação da multa do artigo 475-J do CPC, o STJ entendeu que : "Na hipótese em que o trânsito em julgado da sentença condenatória com força de executiva (sentença executiva) ocorrer em sede de instância recursal (STF, STJ, TJ E TRF), após a baixa dos autos à Comarca de origem e a aposição do "cumpra-se" pelo juiz de primeiro grau, o devedor haverá de ser intimado na pessoa do seu advogado, por publicação na imprensa oficial, para efetuar o pagamento no prazo de quinze dias, a partir de quando, caso não o efetue, passará a incidir sobre o montante da condenação, a multa de 10% (dez por cento) prevista no art. 475-J, caput, do Código de Processo Civil."

Fonte: Migalhas.com

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Sexta de copa do mundo x tempo perdido

Jabulani 3, goleiros 0


Não é apenas você, caro leitor, que tem perdido seu precioso tempo tentando ver um jogo de futebol pelo menos razoável na TV ultimamente. Venho, há muito tempo, contrariando meu dileto amigo Juca Kfouri, sustentando que o futebol é um esporte decadente, incompatível com os tempos modernos, quando, mais do que nunca, time is money. Nosso amigo comum Eduardo Galeano, em seu El Fútbol a Sol y Sombra, já falava nisso: "Yo no soy más que un mendigo del buen fútbol. Voy por el mundo, sombrero en la mano, y en los estadios suplico: una linda jugadita, por amor de Dios. Y, cuando el buen fútbol ocurre, agradezco el milagro, sin que me importe un rábano cual es el club o el país que me lo ofrece."

Ficar duas horas diante da TV vendo pernas de pau dando trombadas e errando gols feitos, quem merece? O preparo dos atletas melhorou, o tamanho dos calções dos jogadores alterou-se substancialmente, inventou-se a indecente paradinha na hora dos penalties (que é a negação do desejado fair play), mas as regras, criadas pela FIFA há mais de cem anos, são as mesmas, o tamanho do campo, o tamanho das traves, o tempo de jogo e o número de jogadores continuam os mesmos. Até o conceito de "uniforme" foi alterado, para beneficiar os patrocinadores. Além das chuteiras de múltiplas cores (a chuteira pertence ao uniforme, que significa "uma só forma para todos"), há a revogação das chamadas "cores tradicionais". Qualquer dia desses, os jogadores do alvinegro do Parque São Jorge aparecerão vestindo camiseta com faixas azuis e laranja, por exigência do tal patrocinador. Que se danem as tradições. Ou a "celeste olímpica" aparecerá na Copa do Mundo jogando de camisa branca. Quousque tandem?

Aliás, você, que se considera um conhecedor do futebol, será capaz de dizer a que palavras correspondem, no original, as letras FIFA? Aposto que errou: Fédération Internationale de Football Association, assim em francês, pois foi fundada em Paris, em 1904.

Isso para não falar nos comentaristas. Há um deles, voz de taquara rachada, que deve ser sobrinho de algum diretor, que lhe proporcionou esse passeio à África. Não é que o rapaz desconheça futebol. Ele desconhece o bom senso. Por exemplo: um jogador dá um carrinho por trás no adversário e é expulso. Comentário do tal sobrinho: "embora a lei diga que é caso de expulsão, entendo que o juiz foi muito rigoroso." Cumaé? Ele se acha no dever de explicar a frase idiota: "aposto que se o carrinho tivesse sido dado por um jogador alemão o juiz não o expulsaria." Pois é. Baseado em mera suposição, alicerçada em mero preconceito, o tal rapaz entende de julgar a conduta do árbitro. E você tendo de ouvir isso. Não foi a única bobagem dita pelo tal moleque. A bola está pulando na área. O zagueiro corre em direção a ela e arma o chute para mandá-la para a frente. Nesse preciso instante, um atacante afasta a bola e deixa a perna no lugar dela. O zagueiro, evidentemente, não teria como evitar aquilo que os penalistas chamam de "erro de execução". Explico: pai e filho estão sendo assaltados. O filho empunha uma arma e dispara contra o ladrão, em legítima defesa. Erra o tiro, que lhe atinge o pai. Para aquele comentarista esportivo estaríamos diante de um homicídio tentado e qualificado, pois foi cometido contra o pai. Homicídio aqui e pênalti lá.

Tenho autoridade para falar do assunto pois, em minha juventude, eu despontava como o futuro goleiro de nossa seleção, não tivesse como modelo o Gilmar dos Santos Neves. Aquilo de atirar-se nos pés do adversário, que o Gilmar fazia com desassombro, fazia eu com desassombro e meio, até o dia em que o Toninho, um cretino bem mais forte do que eu, resolveu não perder a viagem e substituir a bola pela minha cabeça. Os brasileiros que me desculpem, mas vão ter de contentar-se com o Félix, o Marcão e outros menos votados. E pendurei as luvas. Melhor jogar esgrima no Tietê, onde o risco de acidente é menor.

O esquema do jogo de futebol era conhecido como WM, referência à posição invariável de cada jogador no campo. O número 7 era o ponta-direita, que não saía da extremidade direita do campo, de onde centrava para o centro-avante, que permanecia na cabeça da área adversária à espera da bola. O número 11 era o ponta-esquerda e também "guardava a posição", como se dizia então. Aí apareceram uns malucos com camiseta cor de laranja e implodiram o tal WM. Resultado: se havia uma bola na defesa, lá estavam três "laranjinhas" em torno dela; se era na área adversária, lá estavam outros (ou os mesmos, sabe-se lá) "laranjinhas". Até no vestiário havia um trio de holandeses rondando a bola. E o futebol nunca mais foi o mesmo.

O fato, porém, é que ser goleiro naquela época era outra atividade. A bola era feita de couro, gomos costurados pelo avesso, formando o que chamávamos de "capotão". Havia uma segunda parte, a "câmara de ar", que, escondida dentro dele, se comunicava com o mundo exterior por uma peça indecente chamada "pingulim". Era um tubinho de borracha, pelo qual você inchava a tal câmara e, em consequência, tornava a bola mais ou menos redonda. Feito isso, o tal pingulim era dobrado e guardado dentro do capotão, por uma abertura que viria a ser fechada como fechamos o sapato, isto é, apertando um cadarço de couro. Em dias de chuva, não havia coisa mais inesquecível do que levar uma bolada no rosto, especialmente se o chutador tivesse sido o Rivelino. Aliás, tirante ele e mais meia dúzia de exímios chutadores, a tal bola, quando chutada ou cabeceada (havia quem se atrevesse a isso), seguia em velocidade que não chegava aos pés dos quilômetros registrados hoje, com essa bola plástica colorida, que até apelido tem, coisa que não havia naqueles idos e vividos tempos.

Justamente por isso, acho uma graça quando comentaristas de futebol dizem que tal goleiro engoliu frango, especialmente quando esse comentarista jamais teve intimidades com a guria, como dizíamos nós.

Vejam o gol do Podolski, que alguns consideraram um dos mais bonitos da primeira rodada. Reparando bem, você conclui que metade do gol foi feito pela Jabulani (clique aqui). A bola que escapou das mãos do imaturo (a julgar pelo nome) goleiro da Inglaterra merece o mesmo mérito. Verdade que goleiros autênticos, como eu e o Gilmar, jamais ficaríamos de lado para a menina dizendo "vem, vem". Mas que a bola fez lá das suas, isso fez. Para não falar no drible que ela deu no goleiro do Japão: goleiro para a esquerda e bola para a direita.

Excluindo esses espetáculos circenses, que as 32 câmeras gravam e as emissoras passam e repassam dia e noite, que mais temos? Um idiota que, sem mais nem menos resolve dar um coice no adversário, com jogo parado, sob os bigodes do juiz. Jogador expulso e time adversário virando o resultado do jogo. Fosse eu o chefe da delegação, poria um camarada desses no avião e mandaria de volta para casa. Ele que se explicasse à torcida, que, certamente, iria recepcioná-lo condignamente no aeroporto.

Como todas as Copas, esta tem lá suas especificidades, se assim se pode dizer. É a Copa do "pé-de-ouvido". Em cada jogo, pelo menos duas vezes lá está um jogador levantado-se com a mão cobrindo a orelha, vítima de uma cotovelada do adversário, que havia subido para cabecear a bola. E há também o super slow-motion, que transforma quedas perigosíssimas em bela coreografia futebolística. E só. Jogadas inesquecíveis? Só se for a cena do braço de Deus fazendo gol para o Brasil. Ou, para sermos justos, as exibições da seleção argentina, que acabarão deixando o Maradona pelado de frente (ou de costas?) para o tal obelisco.

Aliás, quando os comerciais do intervalo são mais interessantes do que os jogos que acabamos de suportar, alguma coisa está errada. Perguntem aí ao Marcos Evangelista de Moraes, que já brilhou do lado de lá, com o nome de Cafu, e hoje brilha do lado de cá, interpretando o simpático mecânico Joel.

Grande desempenho, garoto.
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Retirado do site Migalhas
Autor Adauto Suannes.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Verdade incontestável...

"A vida não dá e nem empresta, não se comove e nem se apieda. Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos." Albert Einstein

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Quem não viu a reportagem pode ler a matéria... JUSTIÇA foi feita

Justiça usa fundo próprio para saldar dívida de mutuário.

Uma decisão judicial inédita reverteu verba do fundo pecuniário - dinheiro recolhido de condenações judiciais - para quitar a casa de um pai que abandonou o emprego para pesquisar a doença rara e incurável do filho. Ele seria despejado por falta de pagamento.

A história - que lembra a do filme "Óleo de Lorenzo" (George Miller, 1982) - aconteceu em Curitiba (PR). O engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, 52, deixou o cargo de gerente de uma concessionária em 2000, ao descobrir que o filho Vitor Giovani Thomaz Guidi, à época com dez anos, tinha gangliosidose GN1 tipo 2.

Em sua edição de ontem (20) o jornal Folha de S. Paulo trouxe mais e preciosos detalhes sobre o caso judicial, cujo desfecho havia sido antecipado pelo Espaço Vital em sua edição de 27 de novembro do ano passado.

"A doença começou a se manifestar quando ele tinha quatro anos. Nenhum médico no Brasil conseguiu fazer o diagnóstico. Larguei tudo e fiquei uma semana em Buenos Aires com minha família, onde diagnosticaram a Gangliosidose. Quando eu retornei para o Brasil, um médico me disse que não tinha o que fazer", afirmou Guidi à Folha.

O engenheiro, inconformado com a resposta, começou a estudar a doença na biblioteca da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná. "A gangliosidose impede a reprodução de neurônios, que degeneram. Por meio de um processo homeopático, que funciona como um antídoto de veneno de cobra, a gente fornece essa enzima e o organismo trabalha", explicou o pai, que encontrou a fórmula de um medicamento para o filho em 2001.

Para alcançar esse resultado, Guidi diz que gastou, na época, cerca de US$ 80 mil dólares (cerca de R$ 149 mil atualmente) e deixou de pagar as prestações de sua casa. "Tudo saiu do meu bolso, não pude mais pagar nada e minha casa foi a leilão", afirmou.

A ação judicial da Caixa Econômica Federal, financiadora da casa, contra Guidi teve início no dia 30 de março de 2001. Depois de vários recursos, o caso caiu nas mãos - "abençoadas", segundo o pai - da juíza federal Anne Karina Costa, da Vara do Sistema Financeiro de Habitação de Curitiba.

"O caso já estava transitado em julgado e íamos fazer a liquidação, de acordo com a decisão judicial. Caso ele não pagasse o valor acordado, ele teria que sair do imóvel. Então, durante uma audiência de conciliação, após a representante da Caixa propor um acordo, ele disse que queria explicar o motivo de não ter pago a dívida e contou a história do filho dele. Falei para juntar toda a documentação e iniciar uma campanha para arrecadar dinheiro", afirmou a juíza.

A CEF reduziu a dívida de Guidi de R$ 119.500 para R$ 48.500. Mesmo assim, ele não tinha possibilidade de pagar. "A única renda que eu tenho, vem do trabalho que faço quando dá tempo, na oficina mecânica que eu montei na minha casa", disse o engenheiro.

Mãe de três filhos, sensibilizada com a história de Guidi, Anne - que já foi juíza da Vara Criminal - lembrou do fundo que a Justiça mantém com as penas pecuniárias. "Fiz uma solicitação para a juíza da 1ª Vara Criminal, Sandra Regina Soares, que é responsável pelo fundo, e para o Ministério Público Federal. O dinheiro arrecadado com as penas vão para entidades assistenciais, eu tive a ideia de inscrever Guidi como um projeto", afirmou a juíza. (Proc. nº 2001.70.00.008698-3).

Decisão inédita

Em uma decisão, que pelo conhecimento de Anne é inédita no Brasil, o Ministério Público e a Vara Criminal autorizaram que o fundo fosse utilizado para o pagamento da dívida de Guidi com a Caixa. A audiência final foi no dia 13 de novembro de 2009. "O que eu fiz foi algo que estava dentro da minha possibilidade. Eu me coloquei no lugar dele e ele optou pelo filho. Não teria como exigir dele outra atitude. Além disso, se retirássemos a casa, acabaríamos também com a única fonte de renda dele", disse a juíza.

A juíza diz esperar que a decisão se repita e sensibilize as instituições financeiras. "Foi uma decisão judicial que abre precedentes para outros casos. Espero que as instituições, um dia, possam perdoar a dívida em casos excepcionais como esse".

Guidi cuida do filho sozinho, há três anos ele se separou da mulher. "Ela ficou mais doente que meu filho e eu não percebi. Até hoje ela não saiu da depressão. Se eu pudesse voltar atrás, teria agido de outra forma, mas, na época minha decisão era salvar a vida do meu filho e eu tinha muito trabalho", afirmou Guidi.

Hoje, o engenheiro auxilia duas outras crianças que têm a mesma doença do Vitor, 21. "Com a enzima produzida na farmácia de manipulação e com a alimentação que eu pesquisei e preparo para meu filho todos os dias, ele está muito melhor. Ele não tem mais dificuldades de engolir e a musculatura não é mais contraída como antes".
Texto original no Espaço Vital de 21.6.10

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Twitter x Prisão

Um homem britânico foi declarado culpado de enviar, no Twitter, uma "comunicação eletrônica ameaçadora" de brincadeira ameaçando explodir um aeroporto .

Em 06 de janeiro, Paul Chambers (@ pauljchambers) postou uma mensagem no Twitter dizendo, "Robin Hood aeroporto está fechado. Você tem três dias para voltar a funcionar, caso contrário, eu estarei tocando o aeroporto aos céus! "O comentário foi em resposta à notícia de que seus planos de viajar para a Irlanda poderá ser adiada pela neve.

Uma semana depois a polícia local prendeu-o, em sua casa sob acusação da pratica de atos terroristas, apresentando uma cópia impressa da postagem do suposto agressor. Chambers é a primeira britânica a ser presa, e agora condenada, por um tweet.

O veredicto de culpado chamou a atenção do Twitter, constanto nos tópicos top 10 tendências da rede.

Chambers foi condenada a pagar USS 1.500 em multa e custas. - noticía retirado do Site Migalhas.com
 
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NA.Se a moda pega, adicionar comunidades do orkut  do tipo "cala a boca Galvão" ou "qual mulher não gosta de tapinha" poderá gerar condenação em dano moral ou até prisão.  
Isso é o que se chama de condenação preventia in abstrato?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Professor Miguel Reale

"Um dos erros banais de Hermenêutica Jurídica consiste em destacar um preceito da lei ou uma cláusula do contrato para com esse elemento abusivamente isolado fundamentar seu ponto de vista..."

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Professor é aluno escolado...

Na aula de Direito Civil, discorrendo sobre contratos, o professor - após explicar as hipóteses de herança - indaga a um aluno:

- Se o senhor morre deixando obrigações aos seus sucessores, até que ponto eles estão obrigados a cumpri-las?

Prontamente o aluno, para tentar eximir-se da pergunta - que não sabia responder - diz:

- Professor, na posição de ´de cujus´ eu não poderia responder.

Foram muitos instantes de risos na sala - coisa que o professor não gostou. Logo em seguida, o mesmo aluno, por sua vez, pergunta ao mestre:

- Doutor, e no caso de os sucessores não quiserem saldar tais obrigações?...

O professor com tom de maroto diz:

- Bah! O ´de cujus´ voltou à vida e pode falar agora...

Risos e comentários ocupam o restante do tempo.

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De uma aula de Direito Civil (Sucessões) na USP.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aqui as falsificações são incentivadas pela ignóbil carga tributária

Uma turista Austríaca, em viagem à Itália, pensou que estava fazendo um belo negócio quando comprou uma bolsa Louis Vuitton falsificada de um vendedor de praia, por 7 € (£ 5,70). Acabou multada em 1.000 €, como parte de uma ofensiva de Verão draconiana sobre mercadorias falsificadas.

Ela comprou a mercadoria de um vendedor ambulante senegalês nas areias em Jesolo, perto de Veneza, no domingo, Corel Ursula, 65 anos, não tinha idéia que estava sendo observada através de binóculos por policiais empoleirado na torre de salva-vidas.

Os agentes fazem parte de uma nova divisão de 20 pessoas enviadas neste Verão pelo prefeito local para reprimir os vendedores, bolsas e roupas que andam para cima e para baixo na praia. O comércio internacional em produtos falsificados da marca é no valor de € 7 bilhões por ano.

"Estamos convencidos de que, se a demanda cair, assim será a oferta", disse o prefeito, Francesco Calzavara, que acrescentou que ele estava respondendo a denúncias em razão da pesadas investidas dos vendedores. "Um turista disse que nunca iria voltar depois de ser incomodado 48 vezes por vendedores."

Corel, contudo, ficou mais impressionado com a sua multa. "Você está brincando?" ela perguntou oficiais, "não vou à praia com 1000 €, e não sabia nada sobre esta lei.

A associação dos hoteleiros locais alegou que estava buscando Corel para cobrir seus custos e advertiu que o país estava enfrentando um "verão de crises", pois as autoridades locais estão em dura campanha, mantendo uma tradição de disciplina militar na praia que teve varias proibições nos últimos anos, desde proibição de beijos em carros até construção de castelos de areia.

Na costa do Tirreno, em Forte dei Marmi, o jornal observou, a polícia vai usar quadriciclos para perseguir vendedores de praia.
(Publicado pelo Guardian - 07 junho de 2010)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Confiar nas palavras...

"O que se promete e não se cumpre é recebido como afronta pelo superior, como injustiça pelo igual e como tirania pelo inferior ; assim, é mister que a língua não se aventure a oferecer o que não sabe se poderá cumprir."

Diogo de Saavedra